Quarta-feira - Manaus - 27 de janeiro de 2021 - 06:16

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“Manaus será prioridade”, diz ministro, mas vacinação inicia simultaneamente no Brasil

Governo pretende distribuir oito milhões de doses de vacina contra Covid-19 em todo o País logo que a Anvisa aprovar pedido emergencial. 

SIGRID AVELINO

Publicado em 13 de janeiro - 11:02

De acordo com o ministro, o Governo Federal está aguardando o aval da  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Foto: EBC

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em novo pronunciamento nesta quarta-feira, 13/01, voltou a dizer que a vacina contra a Covid-19 será entregue ao mesmo tempo para todos os estados do Brasil. “Vamos vacinar em janeiro e Manaus será também a primeira a ser vacinada, ninguém receberá a vacina antes de Manaus. A vacina será distribuída, simultaneamente, em todos os estados e Manaus terá essa prioridade também”, reafirmou Pazuello, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na zona sul.

De acordo com o ministro, o Governo Federal está aguardando o aval da  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para distribuir a vacina aos estados.

Segundo o calendário de vacinação do Ministério da Saúde, a partir de janeiro, a Coronavac, do Instituto Butantan e a Astrazeneca, da Fiocruz devem começar a imunizar os brasileiros contra a Covid-19.

Tratamento

Pazuello apontou a falta de tratamento precoce da Covid-19 como um dos principais fatores para o aumento de casos da doença, principalmente, na capital Manaus. 

Durante visita a Unidades Básicas de Saúde (UBS), o ministro e a equipe dele identificaram que nem todas as unidades municipais atendem casos de covid e que o atendimento precoce é negligenciado.

“Nós não tivemos foco no atendimento primário, em Manaus. Das mais de uma centena de UBS’s, 18 UBS’s atendem a triagem para covid, deveriam ser todas!”, afirmou o ministro. “Não há o foco no diagnóstico clínico do médico inicial e não há o foco no tratamento orientado pelo médico de forma precoce”, complementou.

Após receber críticas por encaminhar ofício à  Prefeitura de Manaus pressionando pelo uso de medicamentos recomendados pelo Ministério da Saúde, entre eles, cloroquina e hidroxicloroquina, o ministro mudou o tom. Vale lembrar que os dois medicamentos não têm eficácia comprovada para tratamento do novo coronavírus.

“O Ministério da Saúde não tem protocolo de medicamentos, portanto o Ministério da Saúde não diz qual medicamento médico deve prescrever, nunca disse e sob meu comando não dirá. Nossas orientações são claras, o médico faz o diagnóstico, o médico em ligação com o paciente prescreve os medicamentos ideais para aquele paciente, mas tem que prescrever, imediatamente”, esclareceu Pazuello.