Sexta-feira - Manaus - 13 de dezembro de 2019 - 23:17

MANAUS-AM

TJAM decreta prisão do ex-procurador de Novo Airão por dever R$ 58 mil em pensão alimentícia

A ordem de prisão, após efetivada terá validade de 30 dias, e poderá ser suspensa, caso pagamento seja efetuado com comprovação legal. José Ricardo Gomes de Oliveira informou ter efetuado o pagamento da dívida, que, segundo ele, era de apenas R$ 9 mil.

CARLA ALBUQUERQUE

Publicado em 2 de dezembro - 13:51

A ex-mulher do ex-procurador, que é funcionária pública, informou que o processo com o pedido de pagamento de pensão de alimentos tramita no TJAM desde 2012.

Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decretou, na última quinta-feira, 28/11, a prisão do advogado e ex-procurador do município de Novo Airão, José Ricardo Gomes de Oliveira. De acordo com documentos, a ordem judicial na esfera cível foi expedida pela falta de pagamento de dívidas de pensão alimentícia, que equivalem a cerca de R$ 58 mil.   

No documento, José Ricardo informou à Justiça que estava com dificuldades financeiras para quitar a dívida. Apesar de ter feitos alguns depósitos, não conseguiu pagar o valor devido em sua totalidade. A ordem de prisão, após efetivada terá validade de 30 dias, e poderá ser suspensa, caso pagamento seja efetuado com comprovação legal.
 
O mandado foi encaminhado pela 7ª Vara da Família para a Delegacia de Capturas e Polinter. A reportagem questionou a Polícia Civil (PC) sobre o cumprimento da ordem, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.
 
A ex-mulher do ex-procurador, que é funcionária pública, informou que o processo com o pedido de pagamento de pensão de alimentos tramita no TJAM desde 2012. Segundo ela, a falta do dinheiro tem causado uma série de transtornos, uma delas é o atraso no pagamento da faculdade de uma das filhas.
 
Ao TODA HORA, José Ricardo informou ter efetuado o pagamento da dívida, que, segundo ele, era de apenas R$ 9 mil e não de R$ 58 mil. “Eu já realizei o depósito e aguardo a revogação dessa ordem judicial, porque houve um equívoco. Até às 15h de hoje (segunda-feira) essa ordem será revogada”, afirmou.  

A reportagem também entrou em contato com a assessoria da Ordem dos Advogados do Brasil  Seccional do Amazonas (OAB) sobre o caso, que informou que o órgão não irá emitir posicionamento.