Sábado - Manaus - 24 de agosto de 2019 - 09:38

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Satélite que vai monitorar Amazônia é testado antes de embarcar para China

O Cbers-4A, construído em parceria com os chineses, será lançado de base na Ásia até o fim deste ano. 

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 14 de abril - 17:38

O equipamento vai avaliar periodicamente as dimensões do desmatamento

Foto: Divulgação

O satélite sino-brasileiro Cbers-4A, que irá monitorar a floresta Amazônica, por meio de câmeras de alta resolução, está na fase final de testes no laboratório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP). O equipamento será enviado para China, em maio, e deve estar em órbita até o fim do ano. As informações são do G1. 

De acordo com a publicação, a construção do satélite iniciou há quatro anos e custou cerca de R$ 190 milhões, sendo metade custeado pelo Brasil. O programa Cbers existe desde 1998. O satélite já deveria estar em órbita no fim do ano passado, mas a redução de repasses ao Inpe atrasou o processo. 

O foco do Cbers-4A será a Amazônia. “A parceria com a China é importante porque você divide os custos, já que um equipamento como esse é extremamente caro. É fundamental o monitoramento da Amazônia, porque você terá um instrumento à mais para avaliar periodicamente as dimensões do desmatamento”, disse o coordenador do programa, Antônio Carlos de Oliveira, ao G1. 

O satélite vai dar 14 voltas por dia em torno do planeta, segundo o Inpe. A atual fase de testes é a considerada a mais importante, porque no espaço é impossível submeter o satélite a manutenção.

Além dos testes dos sistemas, também são verificadas as baterias que são iguais às de aparelhos celulares, só que muito maiores em tamanho e capacidade.