Domingo - Manaus - 21 de outubro de 2018 - 21:38

MANAUS-AM

Saiba os nomes dos presos pela Polícia Federal na Operação Cashback

O modus operandi utilizado pela organização criminosa consistia na realização de pagamentos superfaturados em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 11 de outubro - 12:18

PF concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira

Foto: Camila Pereira/ TH

Em quatro anos, as empresas envolvidas receberam mais de R$ 400 milhões do Governo do Amazonas e a estimativa é de que as fraudes perpetradas superem R$ 140 milhões em desvio de recursos públicos. As informações são da Polícia Federal (PF), que na manhã desta quinta-feira, 11/10, desencadeou a Operação Cashback, que investiga a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. 

Os delitos, de acordo com a investigação, foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social (pessoa jurídica sem fins lucrativos – ONG), não alcançados na primeira fase da operação Maus Caminhos. Pelo menos, 20 empresas teriam participado do esquema.

Até às 15h desta quinta-feira, 11 pessoas já haviam sido presos pela operação. Alguns dos envolvidos estão viajando. Nove veículos e outros bens patrimoniais foram sequestrados pela operação, assim como recursos em bancos foram pedidos o bloqueio. Esse valor chegaria aproximadamente a R$ 40 milhões.

Lista de pedidos de prisão

Prisão preventiva

Lino José de Souza Chíxaro

Murad Abdel Aziz

Sérgio Roberto Melo Bringel

André Luis Barreto Becil

Josenir Teixeira

Keytiane Evangelista de Almeida


Prisão temporária

Mouhamad Moustafá

Daniel Roger Goulart Silva

Edson Tadeu Ignácio

Jade Helker Pinto

Jonathan Queiroz da Silva

Márcio Rogério da Silva

Marco Antônio de Jesus Barbosa


Envolvimento

Segundo a PF, foram encontrados indícios que o advogado Lino Chíxaro colaborava com o esquema de desvios. Lino é ex-deputado estadual e já esteve à frente da Cigás.

 "As investigações apontam que não só esse advogado, mas outro  também, atuavam fora da atividade de um advogado. Eles atuavam como um auxiliar, como colaborador. Foram investigados dois advogados que trabalhavam com a organização. É imputado o crime de peculato e ganahram como prestadores de serviço. O superfaturamento era devolvido para a organização criminosa. Além de colaborar, tinha o escritório e recebia do Instituto Novos Caminhos", afirmou o delegado Alexandre Teixeira.

Sobre o papel de Murad Aziz, que se entregou na sede da PF no início da tarde, o delegado informou que há também indícios do crime de peculato. "Alguns dos investigados se valiam dessa influência política e operavam para que o esquema pudesse existir e se manter. Ainda estamos investigando, mas há indícios de que ele operava nesse sentido e caracteriza-se por tráfico de influência e lavagem de dinheiro", afirmou Alexandre Teixeira.

O ex-deputado federal licenciado Sabino Castelo Branco (PTB) também é um dos investigados. Para PF, não há a necessidade da prisão, visto que ainda está em recuperação de um AVC sofrido no ano passado.

O superintendente da Polícia Federal, Alexandre Saraiva, afirmou que os presos serão encaminhados para o sistema prisional do Estado. No caso, são prisões temporárias, e não há possibilidade de fiança.