Quinta-feira - Manaus - 28 de mai de 2020 - 23:03

MANAUS-AM

Polícia prende líder de massacre no Compaj na fronteira com Roraima

José de Arimateia Façanha do Nascimento responde na Justiça a mais de 14 crimes, segundo o diretor do DRCO.

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 9 de mai

“Ari” foi preso em cumprimento a dois mandados de prisão preventiva, sendo um por homicídio qualificado e outro por roubo majorado.

Foto: Divulgação

Um dos líderes do massacre ocorrido no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que deixou 56 pessoas mortas, foi preso na comunidade Vila Itaquera, fronteira entre os estados de Amazonas e Roraima. José de Arimateia Façanha do Nascimento, 33, conhecido como “Ari” estava foragido.

De acordo com o delegado Guilherme Torres, diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), “Ari” foi preso em cumprimento a dois mandados de prisão preventiva, sendo um por homicídio qualificado e outro por roubo majorado.

A ordem judicial por homicídio qualificado foi expedida no dia 1º de novembro de 2017, pelo juiz Anésio Rocha Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Já o mandado de prisão por roubo majorado foi expedido no dia 20 de março de 2017, pelo juiz Luís Márcio Nascimento Albuquerque, da Vara de Execuções Penais (VEP). O infrator responde na Justiça a mais de 14 crimes, segundo o diretor do DRCO.

"José de Arimateia é citado em depoimentos como um dos líderes da rebelião no Compaj. Ele aparece em imagens das câmeras de segurança no pavilhão principal, segurando uma arma de fogo, na frente de outros detentos. Temos informações de que no momento em que o pavilhão três foi tomado pelos detentos, ele trocou tiros com policiais militares. José Arimateia também teria decapitado um dos mortos da rebelião”, disse Torres.

Investigação

Torres explicou que durante as investigações realizadas pelo DRCO foi constatado que José de Arimateia é primo do narcotraficante José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”. “Ari” também é membro da facção criminosa comandada pelo narcotraficante, que está cumprindo pena na primeira prisão federal de segurança máxima inaugurada pela União, a Penitenciária de Catanduvas, no Paraná.

“O infrator se intitula o número dois da organização criminosa, depois do primo dele. Agora ele não é número dois da facção criminosa que atua Estado, como ele mesmo afirmou, mas sim o número dois na estrutura organizacional do “Zé Roberto da Compensa”. Ele também declarou que era gerente do narcotraficante”, relatou o diretor do DRCO.

Ao término dos procedimentos cabíveis na base do DRCO, José de Arimateia será reconduzido ao Compaj, onde irá permanecer à disposição da Justiça.