Quarta-feira - Manaus - 12 de dezembro de 2018 - 03:48

MANAUS-AM

Período de transição da seca para cheia dos rios ascende alerta para ataque de piranhas

Este período do ano coincide com o momento da reprodução de algumas espécies  O alerta é de engenheiros de pesca ouvidos pela Toda Hora.

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 1 de dezembro - 09:49

Vários fatores, como o período de reprodução e a transição da seca para a cheia dos rios, motivam ataques 

Foto: Divulgação

Pedroso de Jesus

Ataques de piranhas aos banhistas são comuns nesta época em que os rios estão enchendo no Amazonas. Pontos importantes como o período de reprodução e a transição da seca para a cheia dos rios, são alguns dos fatores que podem motivar os ataques. O alerta é de engenheiros de pesca ouvidos pela Toda Hora.

“Isso de fato acontece no período reprodutivo. Elas saem do rio principal, o Rio Negro, e adentram na região Tarumã onde a água tem temperatura mais elevada. Como rio ainda está enchendo, o espaço é pequeno para abrigar banhistas, embarcações flutuantes e as piranhas”, destaca o engenheiro de pesa Radson Alves, coordenador de projetos da Secretaria Executiva de Pesca do Amazonas.

Quando elas estão nadando em direção a vegetação (aquática) ou da vegetação para a parte mais central do rio, acabam se encontrando com pessoas e acidentes como esses acabam acontecendo. Jogar comida no rio também pode atrair esses peixes de acordo com Radson.

É preciso estar atento e tomar alguns cuidados para evitar acidentes uma vez que o banho de rio é um lazer comum no Amazonas. Os fluentes e administradores de praias podem instalar redes de pesca – chamadas popularmente de malhadeiras – para evitar o contato dos peixes e dos banhistas, aponta Radson. “É bom evitar ficar perto de vegetação”, recomenda.

Ele lembra, ainda, que, historicamente, esses acidentes são comuns nessa época em que rio está com a cota entre 16 e 18 metros.

A piranha é um peixe carnívoro de água doce e abundante na região. As piranhas costumam medir entre 14 a 26 centímetros (cm) de comprimento, embora alguns espécimes registrados tenham sido de até 43 cm de comprimento.

Esse peixe tem uma mordida extremamente forte que é gerada por músculos do maxilar combinados a dentes finamente serrilhados e que rasgam a carne das presas.

“Elas vão machucando as presas, tentando fragiliza-la até ser atacada pelo grupo”, disse o engenheiro de pesa Lorenzo Soriano. Esses peixes podem confundir os banhistas e por isso tentam machucar pequenos pontos como dedos e calcanhar. “O homem não é uma presa do tubarão, por exemplo, mas ele pode confundir um mergulhador com um peixe e ataca-lo”, compara.

Lorenzo destaca que nem toda piranha é carnívora e, por isso, nem toda piranha ataca. “Existem piranhas frugívoras, ou seja, que se alimentam apenas de frutas”, disse.

A urinar na água também pode atrair as piranhas. A composição da unira atrai as piranhas. Quem for mordido, precisa imediatamente sair da água porque o sangue também esses peixes. “É interessante procurar o serviço de saúde e cuidar o ferimento para evitar infecções”, alerta o engenheiro.