Quinta-feira - Manaus - 24 de janeiro de 2019 - 08:17

MANAUS-AM

Pacientes esperam mais de 400 dias por consulta em unidades de saúde da Susam

Existem 92.257 pessoas aguardando para serem atendidas nas diversas especialidades

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 10 de janeiro - 14:30

A Fundação Hospital Adriano Jorge concentra a maior demanda com 5.271 usuários aguardando atendimentos

Foto: Divulgação

O tempo de espera por uma consulta nas unidades de saúde do Estado pode durar mais de um ano, precisamente: 430 dias. O dado é da Secretaria de Estado da Saúde (Susam) e consta no relatório da equipe de transição do Governo do Estado. O tempo é para consulta com especialista em ortopedia pediátrica onde há mais de 6,6 mil pacientes na fila de espera.

Atualmente existem 92.257 pessoas aguardando para serem atendidas nas diversas especialidades. Quando o assunto é saúde, em muitos casos, o tempo é fundamental para o tratamento ser eficaz e reestabelecer a saúde de um paciente. Com todo esse tempo de espera, o problema pode ser agravado e inclusive terminar em morte.

Quem tem mais de 60 anos e precisa de uma consulta com neurologista espera quase um ano: 340 dias. Para essa especialidade, há 1.424 pessoas na fila. A demanda para a especialidade de urologista concentra a maior fila. São 14,6 mil pacientes e a espera chega a 247 dias.

A concentração de serviços e profissionais especializados da Secretaria Executiva de Estado de Saúde na capital transforma Manaus no único centro de referência para estes tipos de serviços.

Cirurgias

O principal centro de referência para cirurgias eletivas no Amazonas é a Fundação Hospital Adriano Jorge. Essa unidade concentra a maior demanda com 5.271 usuários aguardando atendimentos, quase 90% da demanda de necessidade de cirurgias eletivas do Estado. 

As especialidades com maior demanda são: ortopedia, cirurgia geral e cirurgia bucomaxilo-facial correspondendo a aproximadamente 78% das filas nessa unidade. 

Segundo o relatório, o fato da esterilização do instrumental ser terceirizada e realizada em outro município, causando danificação e extravio destes instrumentais, a violação das embalagens durante o transporte e a demora para o retorno são alguns dos problemas enfrentados. Isso tudo já levou a suspensão de cirurgias.