Quinta-feira - Manaus - 23 de mai de 2019 - 07:16

MUNDO

Novos iPhone chegam na quarta-feira em mercado saturado

Especulações apontam que a gigante americana lançará três modelos de iPhone, incluindo uma versão maior do caro iPhoneX, apresentado no ano passado

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 10 de setembro

Embora as vendas do iPhone tenham caído entre abril e junho, a Apple vendeu 41,3 milhões de aparelhos

A Apple apresentará na quarta-feira a safra 2018 de seu iPhone com vários modelos novos de seu principal produto, com os quais espera impressionar os consumidores apesar dos altos preços e de um mercado global saturado.

Como sempre faz, a gigante americana deu poucas pistas sobre a apresentação planejada na sede de Cupertino, Silicon Valley, mas como todos os anos a especulação fez o seu trabalho: lançará três modelos de iPhone, incluindo uma versão maior do caro iPhoneX, apresentado no ano passado, e que poderia ser ainda mais caro.

Esse modelo, desenhado para celebrar os dez anos do smartphone, chegou repleto de inovações tecnológicas (reconhecimento facial, tela de LED, entre outras coisas) e é vendido a partir de US$ 999 nos Estados Unidos.

A marca cofundada pelo falecido Steve Jobs também apresentou dois outros modelos, o 8 e o 8 Plus.

Embora as vendas do iPhone tenham caído entre abril e junho, a Apple vendeu 41,3 milhões de aparelhos. A estratégia de oferecer produtos de alta qualidade permitiu que a Apple aumentasse 20% de seu faturamento de smartphones, graças a seus altos preços.

Apesar dessa forte dependência financeira dos smartphones, os investidores ainda confiam na marca Apple, que ultrapassou o limiar simbólico de um trilhão de dólares de capitalização de mercado no início de agosto.

"A Apple não tem nada a provar, exceto que quer segmentar o mercado um pouco mais", diz o analista Bob O'Donnell, da TECHnalysis Research. "Tentará oferecer uma gama mais ampla de opções", continua.

Carolina Milanesi, que segue a Apple na Creative Strategies, concorda. Ela espera que a Apple também apresente um modelo "mais barato", que poderia dizer um pouco mais sobre a estratégia da marca.

"Será interessante ver como se posicionam: se realmente for um modelo de entrada para a gama de produtos, então terá que ser mais barato" do que os outros, estima, considerando um preço "em torno de 600 ou 700 dólares".

Mas que tecnologias a Apple escolherá? Uma tela LCD mais barata em vez do LED, mas com a lente de câmera dupla na frente? Seria uma boa ideia, pensa Milanesi.

Estratégia

"Isso vai dizer um pouco mais sobre o que eles se preocupam e o que estão tentando fazer: aumentar a participação no mercado? Tornar as pessoas mais viciadas em novas tecnologias para que usem mais aplicativos de realidade aumentada ou outras coisas novas que a Apple está propondo?", diz Milanesi, que está inclinada a acreditar que se trata da última opção.

Consciente da saturação do mercado de smartphones, a Apple está trabalhando para diversificar, inclusive através de serviços (pagamento, streaming de música, conteúdo de vídeo, realidade aumentada...): um iPhone com mais funções e telas maiores são consistentes com esta estratégia.

Sua concorrente sul-coreana Samsung, que acaba de apresentar seu Galaxy Note 9, começou a sofrer com essa saturação. A líder mundial registrou uma queda de 22% em seu volume de negócios relacionado a dispositivos móveis no segundo trimestre, algo atribuído às decepcionantes vendas de seu modelo Galaxy S9, lançado em março.

O aumento da concorrência por fabricantes chineses, liderados pela Huawei, também explica essa desaceleração.

No segundo trimestre, pela primeira vez, a Huawei vendeu mais smartphones do que a Apple, subindo para o segundo lugar no pódio mundial. 

A Samsung vendeu 71,5 milhões de telefones entre abril e junho, uma participação de mercado de 20,9%, seguida pela Huawei com 54,2 milhões de unidades vendidas e uma participação de mercado de 15,8%, agora à frente da Apple, que tem uma participação de mercado de 12,1%, de acordo com os cálculos da International Data Corporation (IDC). 

O mercado global caiu 1,8% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, com 342 milhões de aparelhos vendidos, segundo a IDC.

Para a IDC, no entanto, o mercado recuperará seu crescimento - em torno de 3% ao ano - a partir de 2019, graças a um salto no mercado indiano, uma recuperação no mercado chinês ou a chegada da internet móvel ultrarrápida 5G.