Quinta-feira - Manaus - 29 de outubro de 2020 - 06:56

DIVERSÃO

Netflix sofre boicote nas redes após lançar filme acusado de sexualizar meninas

Os ataques vieram de todas as convicções políticas, mas especialmente de republicanos conservadores, incluindo alguns candidatos ao Congresso dos EUA por esse partido. 

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 11 de setembro - 08:47

O filme foi lançado nos cinemas da França no mês passado, antes de ser disponibilizado online em vários países, inclusive no Brasil, na quarta-feira. 

Foto: Divulgação

Milhares de pessoas foram às redes sociais para boicotar a Netflix pelo lançamento do filme francês "Lindinhas", acusado de sexualizar suas protagonistas. Mais de 200 mil tuítes usaram a hashtag #CancelNetflix (cancele a Netflix), levando à campanha à lista de assuntos mais comentados do mundo no Twitter.

Uma primeira onda de críticas em agosto levou a gigante do streaming a remover uma imagem de divulgação do longa e pedir desculpas pelo anúncio "impróprio". O filme foi lançado nos cinemas da França no mês passado, antes de ser disponibilizado online em vários países, inclusive no Brasil, na quarta-feira. 

Os ataques vieram de todas as convicções políticas, mas especialmente de republicanos conservadores, incluindo alguns candidatos ao Congresso dos EUA por esse partido. 

"A pornografia infantil é ilegal nos Estados Unidos", tuitou DeAnna Lorraine, candidata da Califórnia pelo partido do presidente Donald Trump. "Pedófilos, abusadores de crianças e pervertidos devem estar muito felizes com #Lindinhas", disse Omar Navarro, outro político republicano. 

"Lindinhas", premiado no prestigioso Festival Sundance de  Cinema, conta a história de Amy, uma parisiense de 11 anos que precisa transitar entre as regras rígidas de sua família senegalesa e a pressão estética que reina nas redes sociais, à qual jovens de sua idade são particularmente sensíveis.

Amy faz parte de um grupo de dança, formado por outras três adolescentes de seu bairro, cujas coreografias costumam ser sugestivas, seguindo a tendência de muitas das estrelas da música pop atual.

Alguns, porém, defenderam o filme nas redes, como a atriz americana Tessa Thompson ("Creed", "Vingadores: Ultimato"). "O filme comenta a hipersexualização de meninas pré-adolescentes", argumentou ela, que acha que houve um problema de marketing. "Entendo a resposta de todos. Mas não bate com o filme que assisti", acrescentou.

A Netflix não respondeu imediatamente à AFP.

tu/cjc/dg/gm/ic

© Agence France-Presse

                

FONTE: AFP