Domingo - Manaus - 31 de mai de 2020 - 09:44

MANAUS-AM

Governador veta reajuste à policia militar e deputados estaduais criticam

O veto deve-se a emenda modificativa que alterou a propositura do executivo e provocará novo embate na ALE-AM

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 14 de junho

O assunto foi debatido entre os parlamentares nesta quinta-feira, 14/06. 

Foto: Reprodução

O governador Amazonino Mendes (PDT) vetou o projeto de lei que altera a remuneração de policiais militares e bombeiros, uma vez que o projeto aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) voltou para Amazonino com uma emenda modificativa que alterou a propositura do executivo. A questão provocará novo embate entre O governador e ALE-AM. O assunto foi debatido entre os parlamentares nesta quinta-feira, 14/06. 

"A Emenda Modificativa ao Projeto de Lei alterou substancialmente a Proposição, vez que além de modificar o cronograma de pagamentos dos reajustes, inicialmente previstos na Propositura originalmente encaminhada à deliberação dos Senhores Deputados, pelo qual o primeiro reajuste seria no percentual de 4.0825% a contar de 1°de abril de 2018, constando da emenda o reajuste no percentual de 10,85%, a contar daquela data, aumentou, ainda, o percentual fixado em 9,27%, a contar de 1° de abril de 2020, para 9,85%, alterando a data de sua vigência para 1° de abril de 2019"

Segundo mensagem governamental sobre o veto, "tais modificações acabaram por onerar o orçamento estadual de 2018 e exercícios subsequentes". 

Nesta quinta-feira, na tribuna, o deputado estadual Cabo Maciel criticou o veto total do governador Amazonino Mendes. “Nós só colocamos o percentual maior para o início e menor para o final”, explicou o deputado, que preside a Comissão de Segurança da Aleam. Segundo informou, em 1º de abril de 2018 seriam reajustado 4,0825%, em abril de 2019 9,27% e em abril de 2020 o reajuste seria de 10,85%.  “Ninguém mudou data-base, apenas invertemos o que já estava combinado”.

O deputado estadual Sabá Reis (PR) reafirmou o seu posicionamento contrário ao veto governamental. “Antecipadamente o meu voto é aquele que já foi dito antes. Portanto, eu vou votar contra o veto do Amazonino (Mendes). Ele não tem o direito de fazer o que pretende fazer com a segurança pública”, afirmou.