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MUNDO

EUA adotam medidas para restringir "turismo de nascimento"

São gestantes que viajam aos EUA para ter o bebê e obter cidadania americana

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 24 de janeiro - 10:17

O Centro de Estudos de Imigração (CIS) calcula que haja 20 mil partos anuais de mulheres que chegaram ao país com vistos de turista

Divulgação

O governo americano informou que está restringindo a entrada de gestantes que viajam para os Estados Unidos (EUA), com o objetivo de ter o bebê e obter cidadania americana para ele. A prática é conhecida como "turismo de nascimento".

A Constituição dos Estados Unidos concede direito à cidadania para as pessoas que nascem no país.

Aos 21 anos de idade, essas pessoas têm o direito de pedir visto de residência permanente para seus pais, o que os críticos do sistema chamam de "imigração em cadeia".

"A indústria do turismo do parto ameaça sobrecarregar os valiosos recursos da saúde e representam uma atividade criminal em si", afirmou o governo norte-americano no comunicado em que anunciou a medida.

Para a Casa Branca, as novas regras para turistas grávidas combatem um abuso contra o sistema migratório e protegem o país dos "riscos de segurança" criados pela prática.

A administração anunciou, na noite de ontem, 23/1, que vai suspender a emissão de vistos temporários às pessoas que viajam para os Estados Unidos a fim de participar do turismo de nascimento.

 

Defesa sem dados

O governo dos EUA não forneceu número de quantos bebês teriam sido beneficiados com a cidadania americana desta forma e nem explicou como esse "turismo" ameaça a segurança do país.

Durante o ano fiscal de 2018, os EUA concederam 5,7 milhões de vistos B1 e B2. O Centro de Estudos de Imigração (CIS, na sigla em inglês) calcula que haja 20 mil partos anuais de mulheres que chegaram ao país com vistos de turista e logo depois foram embora.

O Departamento de Segurança Nacional afirma que os EUA recebem 1,1 milhão de imigrantes a cada ano. Do total, 79% dessa imigração corresponde a movimentos de reunificação familiar.

A chamada "imigração em cadeia", segundo o órgão, tem sido a principal fonte de entrada de pessoas de baixa capacitação nos EUA, o que teria provocado queda nos salários e nas oportunidades de emprego para os trabalhadores americanos com o mesmo nível de qualificação.