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MANAUS-AM

​Em caráter temporário, Compaj passa a ser coadministrado por empresa baiana

Uma das medidas adotadas pela cogestora foi a implantação da segurança armada nas muralhas, que é feita por uma empresa privada.

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 11 de julho - 14:00

A unidade registrou, entre janeiro de 2017 e maio deste ano, a morte de 75 detentos. 

Foto: Divulgação

Carla Albuquerque - Da Redação

Desde a última quarta-feira, 10/7, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174, passou a ser coadministrado pela empresa Reviver, que tem sede na Bahia.  Uma das medidas adotadas pela cogestora foi a implantação da segurança armada nas muralhas, que é feita por uma empresa privada. A unidade registrou, entre janeiro de 2017 e maio deste ano, a morte de 75 detentos. 

O secretário de Administração Penitenciária (Seap), tenente-coronel Marcus Vinicius, informou que a empresa está atuando com um contrato de caráter temporário. Segundo ele, a Seap está elaborando uma nova licitação para contrato da empresa que deverá atuar na unidade. 

Conforme o secretário, a empresa Reviver foi a responsável por contratar os serviços dos seguranças armados, que passaram a atuar junto com as agentes e policiais militares, no Compaj. “São subcontratados pela nova empresa de cogestão e estão reforçando a segurança das muralhas”, informou Vinicius. Além deles, a segurança também é feita por agentes da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP). 

No site da Reviver (https://www.reviverepossivel.com) consta que, no dia 28 de junho, ela emitiu comunicado em busca de candidatos para trabalhar na empresa e anunciou que havia chegado em Manaus. Já no dia 8 de julho, fez nova postagem informando sobre o encontro do diretor-presidente, Odair Conceição, com os colaboradores e afirmou que os funcionários já haviam nos dias 3 e 7 de julho havia participado de um curso de capacitação. 

O Toda Hora entrou em contato com a assessoria da empresa para buscar mais esclarecimentos em relação a atuação em Manaus, mas até o fechamento desta matéria, ainda não havia enviado nota. 

Mortos

Desde 2017, o Compaj, que atua como unidade de regime fechado, passou a registrar várias mortes de presos, dentre elas o maior massacre dentro de unidades prisionais do Amazonas, ocorrida em janeiro daquele ano. Na época, 56 presos foram mortos. Nos dias 26 e 27 de maio deste ano, o Complexo, que era coadministrado pela empresa Umanizzare, cujo contrato terminou no dia 1º de junho, voltou a registrar 19 mortes. 

As mortes também foram registradas em outros três presídios, Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT) Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM), que seguem na responsabilidade da empresa Umanizzare.