Quinta-feira - Manaus - 18 de julho de 2019 - 00:53

MANAUS-AM

Diretora do Inpa contradiz nota da própria instituição ao explicar fechamento do Bosque da Ciência

Em maio, quando o governo federal tentou contingenciar as verbas em 25%, ela havia dito que o trabalho não seria afetado, pois havia planejamento - logo depois a verba foi liberada.

MÁRIO ADOLFO FILHO

Publicado em 9 de julho - 15:43

Explicações sobre o fechamento do Bosque da Ciências são divergentes.

Arte: Victor Costa

A diretora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Antônia Franco, escreveu nota em seu perfil do Facebook tentando explicar o fechamento do Bosque da Ciência para visitação. Entretanto, a explicação vai de encontro à nota oficial publicada pela própria instituição em seu site oficial. Em maio, quando o governo federal tentou contingenciar as verbas em 25%, ela havia dito que o trabalho não seria afetado, pois havia planejamento - logo depois a verba foi liberada.

"A Casa da Ciência recém inaugurada no Bosque da Ciência sofreu com ações de vandalismo de visitantes em seu interior, o que levou a coordenadora de extensão preocupada com a preservação desse patrimônio, decidir interditar de forma temporária a sua entrada até que providências sejam feitas para monitorar a sua visitação e evitar maiores problemas futuros. O INPA está tentando achar as melhores formas de preservação da casa da ciência e do bosque de modo a preservar sua estrutura para que a mesma seja melhor aproveitada pela população! Estamos abertos a parcerias para levarmos o melhor para a sociedade!", escreveu ela no Facebook.

Já a nota oficial do Inpa diz: "A entrada custa R$ 5, mas crianças, idosos e grupos escolares e sociais agendados não pagam. O valor arrecadado é depositado numa conta do governo Federal e não tem retornado para o bosque, que funciona de terça a domingo e às segundas-feiras é fechado para manutenção. Lamentamos muito ter que informar que o bosque vai fechar para visitação e funcionar de forma parcial, apesar de todos os esforços e busca de parcerias". 

A nota da instituição também traz o relato de vandalismo, mas deixa claro que não é o motivo principal para o fechamento.: "Segundo a coordenadora Rita Mesquita, pequenos atos de vandalismo têm acontecido no espaço, e a medida vem AINDA para tentar resguardar a integridade do bosque até se tenha condições de funcionar com regularidade", assinala outro trecho da nota oficial.

Quando foi escolhida como a escolha de Antônia Maria Franco não foi bem recebida pela comunidade científica por dois motivos: ela não participou do processo de escolha interna e que teria sido “apadrinhada” pelos generais do Comando Militar da Amazônia (CMA) e do Exército.