Sábado - Manaus - 31 de outubro de 2020 - 20:53

MANAUS-AM

Construção civil no Amazonas acumula alta de 4,44% segundo IBGE

O custo médio por metro quadrado da construção, no Amazonas, aumentou de R$ 1.177,75, em agosto, para 1.191,99, em setembro

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 10 de outubro - 07:45

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI), divulgado pelo IBGE, subiu 1,21% em setembro, no Amazonas

Materiais de construção tiveram o maior aumento já registrado em Agosto de 2020 no Brasil. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do mês de setembro onde mostra o acréscimo de 1,21%, no Amazonas, acumulando uma alta de 4,44% em 12 meses. Mesmo com mais uma alta registrada, o índice de setembro foi 0,48 ponto percentual inferior ao de agosto, quando o Amazonas registrou a maior alta do país nos preços da construção civil. Vale destacar que os materiais de construção subiram R$12,87 em um mês, e foram os principais responsáveis pelo aumento do índice, apesar de também ter havido alta no valor da mão-de-obra.

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI), divulgado pelo IBGE, subiu 1,21% em setembro, no Amazonas. No entanto, apesar da alta em setembro, o índice foi 0,48 p.p. inferior à alta registrada em agosto (1,69%), quando o Amazonas registrou a maior alta do país. De janeiro a setembro, o índice acumula alta de 4,10%. Nos últimos 12 meses, a taxa soma 4,44%, resultado abaixo dos 6,85% registrados nos doze meses imediatamente anteriores.

Na comparação com a inflação de 0,64% do mês, o indicador foi maior 0,57 ponto percentual. Já o acumulado de aumento no ano (4,10%), no Amazonas, é 2,76 pontos percentuais acima da inflação acumulada de 1,34%. No Estado, com o acumulo de 4,44%, nos últimos doze meses, o indicador está 1,3 p.p. acima da inflação oficial para este período (3,14%).

No Brasil, esse índice de custo médio subiu 1,44% em setembro, maior taxa desde julho de 2013, e 0,56 ponto percentual acima da registrada em agosto (0,88%). De janeiro a setembro, o índice acumula alta de 4,34%. Nos últimos 12 meses, a taxa soma 4,89%, resultado acima dos 3,78% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Comparando o índice nacional com o do Amazonas, em setembro, o nacional foi 0,23 p.p. mais alto do que o do Estado.

A variação percentual da construção civil do Amazonas, de 1,21%, de setembro, em relação a agosto, foi a 19ª do ranking entre as Unidades da Federação. Os menores índices foram os do Rio de janeiro, com 0,41%, Santa Catarina, com 0,74%, e Ceará, com 0,80%. E os maiores, os de Sergipe, com 2,91%, Distrito Federal, com 2,54%, e Pará, com 2,41%.

O custo médio por metro quadrado da construção, no Amazonas, aumentou de R$ 1.177,75, em agosto, para 1.191,99, em setembro. No Brasil, este custo fechou em R$ 1.209,02, em setembro.

O custo médio por metro quadrado da componente material, no Amazonas, aumentou de R$ 666,02, em agosto, para R$ 678,89; aumento de R$12,87 em um mês.

O custo médio por metro quadrado da componente mão de obra, no Amazonas, foi de R$ 511,73, em agosto, para R$ 513,10, em setembro; aumento de R$ 1,37, em um mês.

O custo médio da construção civil no Amazonas, de R$1.191,99, colocou o Estado em uma posição intermediária em relação às outras Unidades da Federação (15ª). Os menores custos foram os de Sergipe (R$ 1.052,28), Pernambuco (R$ 1.082,30) e Rio Grande do Norte (R$ 1.084,45), e os maiores, os de Santa Catarina (R$ 1.362,83), Acre (R$ 1.348,26) e Rio de Janeiro (R$ 1.344,23).

O custo médio da componente material do Amazonas, de R$678,89, colocou o Estado em uma posição intermediária em relação às outras Unidades da Federação (8ª). Os menores custos de material foram os do Espírito Santo (R$ 585,37), Sergipe (R$ 594,40) e Pernambuco (R$ 595,65). E os maiores, os do Acre (R$ 776,28), Distrito Federal (R$ 721,69) e Tocantins (R$ 714,55).

O custo médio da componente mão-de-obra no Amazonas, de R$513,10, colocou o Estado na 20ª posição, em relação às outras Unidades da Federação. Os menores custos de mão-de-obra foram os de Sergipe (R$ 457,88), Rio Grande do Norte (R$ 465,40) e Ceará (R$ 468,02). Os maiores foram os do Rio de Janeiro (R$ 699,00), Santa Catarina (R$ 694,43) e São Paulo (R$ 643,80).