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MUNDO

China cortará impostos e juros para que empresas não demitam

Meta é combater efeitos nocivos do Covid-19 na economia.

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 20 de março - 11:00

A taxa de desemprego da China subiu para um recorde máximo de 6,2% em fevereiro.

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O governo da China divulgou hoje (20) novas medidas para apoiar empregos, num momento em que a segunda maior economia do mundo caminha para a recessão pela primeira vez em quatro décadas devido ao surto de coronavírus.

A taxa de desemprego da China subiu para um recorde máximo de 6,2% em fevereiro, e qualquer aumento rápido do desemprego pode representar um grande desafio para os líderes obcecados por estabilidade.

A China acelerará os cortes direcionados de impostos e juros para as empresas, devolverá mais prêmios de seguro-desemprego às empresas que pouparem empregos e subsidiará pequenas empresas para empregar graduados com contratos de trabalho por mais de um ano, informou o governo, em comunicado.

A China acelerará a retomada das operações em empresas e projetos importantes, especialmente em manufatura, construção, logística e serviços públicos.

Para pequenas e médias empresas com pouca ou nenhuma demissão, o retorno máximo dos prêmios de seguro-desemprego pode ser aumentado para 100% do valor pago no ano anterior.

A China também ajudará os trabalhadores imigrantes a encontrar empregos e apoiará vagas flexíveis, permitirá mais vendedores de rua e mercados, barracas e outros estabelecimentos comerciais.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse que a China não poupará esforços para ajudar empresas pequenas, médias e privadas a sobreviver, à medida que a segunda maior economia do mundo é abalada pela crise do coronavírus.

Ele disse que as políticas fiscais e monetárias que foram implementadas devem se concentrar mais nas pequenas empresas.Empresas pequenas e privadas na China representam 80% do emprego urbano.