Sexta-feira - Manaus - 29 de mai de 2020 - 19:56

DIVERSÃO
PARINTINS

Caprichoso emociona ao levar Arlindo Júnior para a arena

A voz emocionada de Arlindo contagiou a galera ao ritmo da toada “Pesadelo dos Navegantes”, do veterano compositor Ronaldo Barbosa

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 29 de junho

Arlindo e David

Fotos: Nathalie Brasil/ TH

A primeira apresentação do Boi Caprichoso na disputa do 54º Festival Folclórico de Parintins foi um misto de emoção e muita vibração rumo à conquista do tricampeonato na festa do Boi de Pano dos parintinenses. Desde o início do espetáculo azulado a galera manifestou sintonia com o show na arena. O apresentador Edmundo Oran surgiu no meio da tribo Juruti e o Levantador de Toadas, Davi Assayag veio em uma grande estrela azul.

Mais emoção e a galera vibrou com o canto emocionado de Arlindo Júnior. “Canta, galera: Eu sou azul até morrer ...”, cantou Arlindo, um dos maiores levantadores de toadas que o Boi Caprichoso já registrou na história do Festival Folclórico de Parintins. A voz emocionada de Arlindo contagiou a galera ao ritmo da toada “Pesadelo dos Navegantes”, do veterano compositor Ronaldo Barbosa. Na arena e nas arquibancadas o clima foi de emoção. Arlindo luta contra um câncer no pulmão e tem no boi bumbá de Parintins uma verdadeira fonte de energia para resistir.

O espetáculo “Mátria Brasilis: do caos à utopia”, foi aberto com a alegoria Yêba, a deusa Brasilis, do artista Lenilson Bentes,  na criação do mundo pela visão da etnia Dessana.

A Lenda Amazônica “Mura-Pirahã: três preces de esperança”, de Ferdinando Carivardo, veio em seguida com a representação do cuidado que os homens devem ter com a natureza.  Um alerta para a preservação e mostra que se a natureza for maltratada, esses males voltam para o homem.

Na exaltação folclórica a Festa de Um Boi Brasileiro, do artista Glaucivan Silva. Depois veio a Figura Típica Regional do Mateiro da Amazônia, simbolizando o herdeiro dos saberes tradicionais.

Apelo Yanomami

Do artista Jucelino Ribeiro veio a apoteose azul no ritual “A Cura da Terra” que marcou a noite com a presença do líder indígena Davi Kopenawa Yanomami.  “Não à mineração, não ao desmatamento, não à destruição da floresta”, clamou Davi, que está em uma cruzada mundial em defesa de sua nação.

O ritual tomou foi o clímax do início da madrugada deste sábado, quando o Caprichoso é responsável pela abertura da disputa.

Bou bumbá Caprichoso

FONTE: Com informações do Blog do Mário Adolfo