Quarta-feira - Manaus - 18 de setembro de 2019 - 22:38

MANAUS-AM

Baseado no Vale do Silício, parlamentares do Amazonas propõem Vale do Rio Negro

A ideia é capitalizar recursos do Fundo Amazônia para execução do projeto, que prevê, já na primeira fase, a criação de 300 startups

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 10 de setembro - 06:00

O projeto prevê ainda a criação do Selo Verde (Green Seal Amazônia), uma certificação ambiental e sustentável para para empresas e produtos oriundos do Polo

Foto: Diulgação

O presidente da Frente Parlamentar do Polo Tecnológico de Manaus, vereador Dr. Ewerton Wanderley (PHS), participou de reunião no Senado Federal, em Brasília, na última quarta-feira (4/9), com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Fundo Amazônia, para apresentação do projeto que visa a criação do Polo Tecnológico do Vale do Rio Negro, que será implantado na região Metropolitana de Manaus.

Participaram também da reunião o senador Plínio Valério (PSDB), que intermediou o encontro, e o professor Leonardo Costa, consultor do projeto, que fez uma explanação detalhada aos técnicos do BNDES sobre o Polo Tecnológico e os objetivos como matriz econômica alternativa e sustentável ao modelo Zona Franca de Manaus.

A ideia é capitalizar recursos do Fundo Amazônia para execução do projeto, que prevê, já na primeira fase, a criação de 300 startups, com um ambiente para co-working, incubadora e dois parques tecnológicos que serão instalados no Porto de Manaus e outro na Cidade Universitária, além da construção de um complexo turístico.

Dr. Ewerton comemorou o êxito da reunião. “Estamos confiantes na capitalização destes recursos, pois o melhor caminho para preservarmos a nossa floresta é o investimento em alta tecnologia. Foi pensando nisso, que criamos a Frente Parlamentar do Polo Tecnológico de Manaus, pois sabemos que a política ambiental mais eficiente que pode ser empreendida na Amazônia é a geração de emprego e renda qualificada, para afastar o risco do amazônida buscar o sustento de sua família, explorando de forma predatória a nossa floresta”, disse.

O projeto prevê ainda a criação do Selo Verde (Green Seal Amazônia), uma certificação ambiental e sustentável para para empresas e produtos oriundos do Polo; a instalação de eixos temáticos de inovação, como a criação da Cripto Open Park para pesquisa e comercialização de criptomoedas; a Jungle Game Lab para desenvolvimento de jogos eletrônicos; a Casa do Carbono para desenvolver tecnologia sobre emissão de créditos de carbono; e um centro de desenvolvimento de soluções tecnológicas para governos (e-Gov).
“Não quero ser um senador que fica defendendo só a Zona Franca de Manaus. Quero intermediar essa busca de alternativas. Vamos ver o que se adequa a política de financiamentos do BNDES, que administra o bilionário Fundo Amazonas”, disse Plínio Valério.
O Fundo Amazônia tem por finalidade captar doações para investimentos não-reembolsáveis, através do BNDES, em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia.
Leonardo Costa explicou que as cinco maiores empresas do Mundo, hoje, tem base tecnológica e nasceram de startups. “É uma resposta que damos para o mundo. A Amazônia está sob comoção mundial por causa das queimadas e desmatamento, mas a política ambiental que vai funcionar na região é a criação de empregos”, concluiu.