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BRASIL

Atirador de Suzano era viciado em games e sofria com bullying

Guilherme foi criado pelos avós, Benedito Luiz Cardoso e Arlete Taucci

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 14 de março - 10:08

A avó de Guilherme morreu há quatro meses e o menino dava sinais de tristeza permanente

Foto: Divulgação

Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, é um dos atiradores que entrou na Escola Estadual Raul Brasil e atirou contra colegas e funcionários e depois se suicidou. O jovem é filho de Tatiana Taucci, 35, que disse não compreender o que aconteceu. Ela luta contra uma dependência química de longa data e que por isso passa boa parte do tempo nas ruas.

Familiares do garota afirmam que nunca desconfiaram de nenhum comportamento violento de Guilherme. “Nosso relacionamento até que não era ruim. Mas a gente quase não conversava”, revela a mãe. Ela diz ainda que ele era viciado em jogos de computador, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

Guilherme foi criado pelos avós, Benedito Luiz Cardoso e Arlete Taucci. “O pai e a mãe não estavam muito aí pra ele, sabe?”, diz o avô, antes de ser repreendido pela filha. “Agora a culpa é minha? Culpa é sua, que criou ele”.

A avó de Guilherme morreu há quatro meses e o menino dava sinais de tristeza permanente. “Acho que ele ficou deprimido”, arrisca a tia. Antes de cometer o crime, o jovem deixou uma foto queimada no chão, ao lado da cama onde dormia, que Tatiana reconheceu como sendo sua com o pai do adolescente. Ela revela que o filho decidiu sair da escola em 2018, um ano antes de concluir o ensino médio, por não aguentar mais ser “zoado por causa das espinhas do rosto”.

“Ontem mesmo, quando ele chegou da rua de noite, eu esquentei o jantar pra ele. Estava tudo bem”, lembra o avô, com a voz embargada. Guilherme comeu arroz, feijão e hambúrguer. “Ele adorava hambúrguer.”