Terça-feira - Manaus - 2 de junho de 2020 - 23:07

MANAUS-AM

Arthur Virgílio Neto reage à declaração do presidente em vídeo de reunião ministerial

Segundo nota, o povo brasileiro merece "acatamento e não a submissão a uma liderança do submundo das “rachadinhas” e das milícias, do submundo da ditadura e das torturas". 

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 22 de mai - 18:14

Foto: Divulgação

Em nota divulgada no fim da tarde desta sexta-feira, 22/5, o prefeito Arthur Virgílio Neto, afirma que os insultos do presidente Jair Bolsonaro,  em vídeo de reunião ministerial, dirigidos a ele e outros políticos "representam um verdadeiro “strip-tease moral” feito por quem não tem a mais mínima condição de governar o Brasil". 

"Transforma a solenidade de uma reunião de Ministério em uma conversa de malandros de esquina. Quebra a liturgia do cargo. Vulgariza a instituição que deveria saber honrar. Exibe despreparo e me põe a questionar todos os presentes: como um ministro pode, sem se desmoralizar, conviver com uma pessoa dessa baixa extração? Que tempos! Que costumes", afirma o prefeito. 

Segundo nota, o povo brasileiro merece "acatamento e não a submissão a uma liderança do submundo das “rachadinhas” e das milícias, do submundo da ditadura e das torturas". 

"O presidente da República, em seu criminoso boicote ao isolamento social, em seu desprezo aos indígenas, em seu apreço a garimpeiros que poluem rios, sonegam impostos e invadem áreas indígenas, é claramente cúmplice de tantas mortes causadas pelo Covid 19. Trata-se de um ser despreparado, inculto e deseducado", escreve em nota.

E continua: "Não gosta de mim? Que bom. Sinal de que estou no lado certo da vida. Também não gosto da ditadura que já nos massacrou e que ele gostaria de reviver. Daqui a pouco mais de dois anos, o país estará livre de tão diminuta e mesquinha figura", conclui.

Insultos

Em reunião ministerial de 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro chamou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de "bosta" e o do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de "estrume". O vídeo da reunião oficial, feita dentro da sede do governo, foi divulgado há pouco por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), dentro de uma investigação para verificar denúncia de que o presidente tentou interferir na Polícia Federal.

"O que os caras querem é a nossa hemorroida! É a nossa liberdade! Isso é uma verdade. O que esses caras fizeram com o vírus, esse bosta desse governador de São Paulo, esse estrume do Rio de Janeiro, entre outros, é exatamente isso.", diz o presidente.   

 [Eles] "aproveitaram o vírus, tá um bosta de um prefeito lá de Manaus agora, abrindo covas coletivas. Um bosta. Que quem não conhece a história dele, procura conhecer, que eu conheci dentro da Câmara, com ele do meu lado! Né?", disse Bolsonaro, que também ofendeu o prefeito da capital do Amazonas, Arthur Virgílio Neto.