Sexta-feira - Manaus - 13 de dezembro de 2019 - 07:26

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Amazonas registra diminuição nos casos Sarampo, mas segue em alerta

Para a diretora da FVS, Rosemary Costa Pinto, a redução significativa não descarta o risco de um novo surto. Segundo ela, a vacina continua sendo o método mais eficaz de proteção e controle.

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 13 de agosto - 15:24

Durante o surto de sarampo em 2018, 67.683 crianças foram vacinadas com a tríplice viral.

Foto: Divulgação

O Amazonas registrou, no primeiro semestre deste ano, quatro confirmações de Sarampo, sendo três em Manaus e uma e Coari, além de 95 notificações sobre a doença, de acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS). No mesmo período em 2018, foram 265 confirmações e 2.095 notificações da doença.

No ano passado, o Amazonas enfrentou um surto de Sarampo. O Estado concentrou cerca de 95% dos casos confirmados de sarampo no Brasil durante todo o ano de 2018, de acordo com o Ministério da Saúde. O aumento foi relacionado à importação de um genótipo do vírus que também circula na Venezuela.

Para a diretora da FVS, Rosemary Costa Pinto, a redução significativa não descarta o risco de um novo surto. Segundo ela, a vacina continua sendo o método mais eficaz de proteção e controle. A tríplice viral está disponível para o público com idade de 6 meses a 49 anos, em todas as salas de vacina da capital e interior.

“O país segue enfrentando epidemias da doença em vários estados, e as pessoas circulam amplamente pelo país. Portanto, a rede de saúde e a população devem manter o alerta e suspeitar de sarampo nos casos de pacientes que apresentem febre acompanhada de exantemas”, enfatizou.

Todos os casos suspeitos devem ser imediatamente notificados às vigilâncias epidemiológicas municipais, para que as medidas de bloqueio vacinal possam ser executadas em tempo hábil, visando a interrupção da circulação viral. 

Situação vacinal contra sarampo 

Durante o surto de sarampo em 2018, foram vacinadas com a tríplice viral, que protege de sarampo, rubéola e caxumba, 67.683 crianças de 1 ano de idade no estado, o que representa uma cobertura vacinal de apenas 88,6% da população alvo. A cobertura ideal, para conferir real proteção à população, é de 95%.

Rosemary Costa Pinto alerta que há um resíduo de crianças que continuam sob o risco de contrair a doença. “A ameaça é real, considerando a possibilidade de reintrodução da circulação viral a partir dos estados em epidemia, principalmente São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia”, salientou.