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BRASIL

Alckmin diz que Doria é 'traidor' em reunião do PSDB em Brasília

O partido se reuniu para uma avaliação do resultado eleitoral e o ex-prefeito participou do encontro

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 10 de outubro - 10:54

A relação entre os dois não é boa há tempos. A campanha presidencial tucana acusa o candidato a governador de não ter trabalhado pelo presidenciável.

Foto: Divulgação

A reunião da Executiva nacional do PSDB em Brasília nesta terça-feira se transformou numa lavagem de roupa suja. O candidato derrotado do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin , que preside a sigla, insinuou que o candidato a governador de São Paulo, João Doria, é "traidor" no meio de uma discussão na frente de todos os integrantes da cúpula tucana.

"Traidor eu não sou". disse Alckmin para Doria.

O desabafo ocorreu quando o candidato a governador reclamava que ainda há seis tucanos disputando governos estaduais no segundo turno e que o partido deveria ter se preparado melhor para isso, cobrando posicionamento contra o PT e recursos como apoio. A discussão entre Alckmin e Doria teve dedo em riste por parte do presidenciável derrotado e pedido de "calma" pelo candidato a governador.

A relação entre os dois não é boa há tempos. A campanha presidencial tucana acusa o candidato a governador de não ter trabalhado pelo presidenciável. Aliados de Alckmin também farejaram uma tentativa de Doria, após o primeiro turno, de tirar Alckmin da presidência da sigla.

No domingo, um aliado de Doria, Orlando Morando, prefeito de São Bernardo do Campo (SP), disse em entrevista ao Globo que o partido deveria antecipar a troca de sua direção porque a cúpula partidária estava ocupada por tucanos derrotados na eleição.

Segundo turno

A direção partidária decidiu pela liberação de seus filiados para se posicionarem no segundo turno presidencial. Na chegada para a reunião, em Brasília, João Doria reafirmou o apoio ao presidenciável do PSL , Jair Bolsonaro. Ao chamar de “fantoche” Fernando Haddad (PT), o candidato que substituiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o tucano afirmou que iria defender o apoio a Bolsonaro na reunião que decidirá os rumos do partido neste segundo turno.

Doria saiu antes do final do encontro e admitiu que houve discussão na reunião.  Perguntado se havia sido chamado de "traidor" por Alckmin, Doria respondeu: "Se o Geraldo teve algum momento de dissabor, da minha parte tem o meu perdão. Nada que possa abalar nossas relações", afirmou.